Objetivo

Os poetas escrevem para emocionar, divertir, fazer pensar o mundo de um jeito novo. O objetivo deste blog é incentivar o gosto pela poesia conhecendo poetas e poemas consagrados da Literatura Brasileira.
Aqui neste espaço virtual, a poesia dá às palavras um sentido mais rico, uma maneira original de ver o mundo. É dedicado aos alunos e professores do Ensino Fundamental, Ensino Médio e todos que amam poesia.

Faço um CONVITE para você conhecer, fazer comentários e seguir este cantinho virtual de POESIA!

“Impossível qualquer explicação: ou a gente aceita à primeira vista, ou não aceitará nunca: a poesia é o mistério evidente. Ela é a obvia, mas não é chata como um axioma. E, embora evidente, traz sempre um imprevisível, uma surpresa, um descobrimento.” (Mario Quintana- Poesia/ Porta Giratória)



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Conto Poesia



Ausente por algum tempo

Presente em poesias

Retorno contente

Fica evidente!

Entre poemas, contos e músicas

Conto, encanto, encontro...

Nos cantos de um conto

Encontro o que encanta

A leve poesia é sempre...

A ponte de grandes encontros. 

                                (Autora: Edna Cristina Cunha)
 

sábado, 30 de junho de 2012

Os Poemas (Mário Quintana)
 
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/quinta.html#ospoemas
INVERNO (Edna C.Cunha)

Tímido chega
Tênue e frio

Invade a cena
Fina neblina

Vento brando
Soprando outono

Por encanto
Nuvem em pranto

Graça divina
Muda a rotina

Encanta a menina
EU... Cristina.


Neste poema a autora revela sua simpatia pela estação.
Nas entrelinhas dos versos “Por encanto Nuvem em pranto” observa uma suposta influência mágica da natureza, a chuva, neste universo. O criador do universo altera sua rotina agradando profundamente seu eu, assim revelado nas linhas “Graça divina Muda a rotina”.
Bastam essas coisas simples do inverno para encantar a autora. (Edna C. Cunha)


 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Conhecendo Jornal de Poesia- http://www.jornaldepoesia.jor.br/link.html
Tem Tudo a Ver
                                                                                                  (Elias José)
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.

A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.

A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.

Disponível em: http://www.suapesquisa.com/literaturabrasil/
Retrato
(Cecília Meireles)

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/ceciliameireles01.html#retrato
Mãos Dadas
(Carlos Drummond de Andrade)

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
 

Disponível em: http://letras.mus.br/carlos-drummond-de-andrade/460648/